European Portuguese word of the week (#192): cocó

Bom dia/tarde/noite a tod@s! Hoje é dia de mais uma Palavra da Semana!

Prometo que não a escolhi para honrar o Dia dos Namorados amanhã (isso fica para a próxima semana – é sempre melhorar celebrar os eventos depois de acontecerem), mas a palavra de hoje não deixa de ser relevante, talvez por ser igualmente muito utilizada e também um pouco tabu.

Falo-vos de [o] cocó, essencialmente a palavra portuguesa mais comum e informal para nos referirmos aos excrementos, humanos e não só, que temos de evacuar de vez em quando do nosso corpo para garantir que não explodimos! Como qualquer outra palavra associada a estes processos corporais, pode ser substituída por outras mais científicas ou menos informais/infantis como [as] fezes. O verbo cagar ou fazer cocó, também bastante comuns e informais, pode ser substituídos por defecar em contextos mais formais. Se precisarem de ir à casa de banho para fazer o que quer que seja, não precisam de dizer a quem de direito o que lá vão fazer, basta pedir para usar a casa de banho!

yorkshire terrier puppy on green grass field
Um cão a fazer cocó. Photo by Pixabay on Pexels.com

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European Portuguese idiom of the week (#191): nem que a vaca tussa

Olá a tod@s, e bem-vind@s a mais uma Expressão da Semana aqui no The EP Experience! Espero que tenham todos tido uma boa semana e que estejam entusiasmados para aprender mais uma expressão idiomática em português.

A expressão de hoje é muito engraçada, porque também remete para algo que é muito comum (como a maioria das expressões, trata-se de apropriar alguma coisa que conhecemos muito bem e dar-lhe uma nova identidade). Em muitos casos (como os amigos da onçair dar banho ao cão, ou andar às aranhas), os animais são utilizados para fazer essa ligação. No artigo de hoje, falamos de vacas! 🐮🐄

A vaca é um animal muito conhecido por ser fonte de leite. O som que as vacas fazem chama-se [o] mugido ou, como verbo, mugir. Uma coisa que as vacas não costumam fazem muito é tossir – tal como no caso dos humanos, a tosse nas vacas é sinal de doença, e portanto é igualmente incomum e pouco desejável nos pobres bichos.

A expressão “nem que a vaca tussa” surge precisamente dessa evidência. Não é comum uma vaca tossir, mas não importa: mesmo que o faça, não vamos fazer o que quer que seja. Assim, “nem que a vaca tussa” significa “de maneira nenhuma, em circunstância alguma, nunca”. Serve para defender uma posição de forma veemente, afirmando que não se fará alguma coisa, nem mesmo que algo de extraordinário aconteça.

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EP word of the week (#180): estendal

Em países relativamente quentes e soalheiros como Portugal, é normal que as casas sejam feitas para ser o mais frescas possíveis para poder aguentar temperaturas de +35 °C no Verão. Para além disso, como faz sol durante grande parte do ano, também é normal que a maioria das casas tenha uma zona de varanda onde se possa estender a roupa, ou seja, colocá-la ao sol a secar. Muitas famílias portuguesas (incluindo a minha) não têm necessidade de comprar máquina de secar por essa mesma razão.

Em casas sem varanda propriamente dita pode ser colocado um sistema de fios fora da janela que permita aos residentes colocar a roupa fora de casa, mas presa aos fios por molas. Em Portugal, o nome mais comum dado a qualquer destes instrumentos usados para deixar a roupa secar sozinha é [o] estendal.

photo of clothes hanging on rope
Roupa a secar num estendal. Photo by Daniel Spase on Pexels.com

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The Top 10 most viewed articles of 2017: a countdown

Hello, everyone! Olá a todos!

I hope you’re enjoying these last few days of 2017 and getting ready to start the year with the right foot (entrar com o pé direito, as we say in Portuguese).

Today, as a sort of capper to the year, I bring you a countdown of the top 10 most viewed articles on the blog for the whole year! I hope you enjoy revisiting them and that you keep reading in the new year! Thanks again for your support, and let’s get started!

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The EP Experience, now on Patreon!

Hello, everyone!

To adjust myself to the growing demands of my audience, this amazing community that has grown around the blog, I’ve decided to help you have some voice and input in the blog by becoming my patrons – Patreon is an amazing platform that allows creators to get paid to do what they love most, only better, faster and with more resources with the help of their followers!

Please help me grow the blog (and in turn help you in your studies) by becoming patrons of The EP Experience! The blog’s page can be found under https://www.patreon.com/europeanPT.

Obrigado a todos!

Luís

Patreon

Introducing Your Very Own EP Experience!

Hello, everyone! I hope you’re having a great week! (:

As an effort to make the blog more interactive and lively, I’d love to give all of my readers an opportunity to be a part of the blog!

Hence the idea of creating a section of the blog where you can share your experiences with Portuguese learning and Portuguese culture; you could write blog entries about your language learning progress, a certain aspect of Portuguese culture/language you find interesting or about a recent or not so recent trip to Portugal you might want to share with everyone: as long as you write it respectfully (even criticism), my only job will be to proofread and host your stories. If you have your own WordPress account, I can add you as featured writers on the blog! (:

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Ask Luís! (#14): Difference between “por si só[s]” / “por si próprio[s]”

Hello, everyone!

Here’s yet another interesting question for all of you from Yuliya:

Olá, Luís!

Sou eu, a tua perguntadora assídua.

Não consigo entender a diferença entre “por si sós”, “por si só” e “por si próprios”.

Em alguns casos “por si sós” = “por si próprios”, não é?

Mas, de acordo com Ciberdúvidas, há um caso quando só «por si só» pode ser usado: “No entanto, é de uso generalizado em Portugal a expressão «por si só» — ou «só por si» — como locução adverbial, com o sentido de isoladamente, e, neste caso, invariável.”

Pode dar-me um exemplo deste uso? E também qual expressão tenho de usar nesta frase: “As bebidas alcoólicas por si só não são prejudicadoras. É a quantidade de consumo que importa.”? Ou “As bebidas alcoólicas por si sós não são prejudicadoras. É a quantidade de consumo que importa.”? Ou “As bebidas alcoólicas por si próprias não são prejudicadoras. É a quantidade de consumo que importa.”?

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The EP Experience, now on Facebook!

Hello, everyone! I hope you’re enjoying yourselves :) If you’re already preparing to meet loved ones, congrats! Enjoy the best this season has to offer!

As a Christmas present to you (and a New Year’s Resolution for me), I decided to make sure the blog would be more open to new people and even more active, so I’ve made a FB page to improve its visibility – you can find it here: https://www.facebook.com/theepexp/

All new blog posts will be advertised there, and I’ll be able to post things I normally wouldn’t be able to (like news pieces, blog articles about languages and EP, some music). It’s supposed to a fun, more interactive way of doing things and should serve as a nice complement to the hard grammar/vocabulary articles I showcase here.

That said, this only makes sense if the blog remains active, so you should still be engaged here even if you starting following the blog’s page on FB :)

Wishing you Happy Holidays and a Happy New Year,

Luís

Apology to my WordPress/email followers

Hello, everyone! I hope you’re all alright and having a nice day!

Here in Portugal the weather is quite rainy – laods of spring thunderstorms and showers, so the days are pretty glum (there’s a Portuguese idiom that goes “Abril, águas mil”, translated “April, waters a thousand [i.e. a lot of water raining down on us], so far that folk saying is holding up), but we’re always patiently waiting for the sun to come (:

Now, to the matter that has led me to write this post: I was working on a draft for a very important Grammar Tips article, but I unwittingly published it before it was entirely finished, so there are still many gaps and weird formatting choices that I’ll change until I publish the article in earnest.

I’d like to ask you to please refrain from reading the article via the link that was provided to you, or to at least tread carefully with your reading until I have time to finish the post and proofread its contents. I also won’t be able to answer any questions you may have directly, so this is really an unfortunate situation for all of us ):

I would like to offer my sincerest apologies for any inconvenience this may cause you; I hope you’ll be able to forgive me for these occasional mishaps and still remain a follower of this blog for the foreseeable future.

Luís